A Deus Hartmann

Publicado por em 20 de maio de 2016

(Jayme Caetano Braun)

Te foste,como outros foram

P’ra o velho Pago do Além,

Aonde um dia, também,

Eu quero bolear a perna,

E o Patrão que nós governa,

Que por certo é teu amigo,

Há de ser Bueno comigo

Aí na Querência Eterna!…

Partiu para a Querência Eterna o meu caríssimo amigo e irmão José

Deomar Hartmann, mais conhecido, na sua terra natal, como “Chuvinha”. A

formação intelectual e espiritual do Hartmann foi forjada, desde o berço, por

seus zelosos familiares e aprimorada no Seminário Padre Adolfo Gallas, de

Em 1971, adentrou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército

(EsPCEx) de Campinas, SP. Vale a pena, aqui, rememorar uma parte da

Mensagem do General de Exército Enzo Martins Peri, então Comandante do

Exército, em 2009, que afirma que os padrões éticos nas Forças Armadas são

Todas as profissões estabelecidas possuem um código de ética, documento

formal que contém suas normas de conduta. A maioria desses códigos adota

como princípios a honestidade, a lealdade, o respeito à dignidade da pessoa, o

acatamento da hierarquia e a fiel observância do segredo profissional e das

normas administrativas da organização. No que diz respeito aos militares,

tradicionalmente esses padrões têm sido muito rígidos, em função da própria

natureza da profissão e das servidões que ela impõe aos seres humanos que

lhe devotam a existência.

Na Escola Preparatória o “alemão” deu sobejas mostras, a seus pares e

superiores hierárquicos, de suas qualidades intelectuais e morais. Conheci-o na

Academia Militar das Agulhas Negras onde o Hartmann, em diversas

oportunidades, demonstrou a pujança de seu ínclito caráter defendendo suas

posições com muita determinação e coragem. Tive a honra de recebê-lo como

Aspirante, no 6° B E Cmb, São Gabriel, RS, onde deixou patente sua dedicação

integral ao serviço e de ser possuidor de uma liderança autêntica que buscava

sempre persuadir em lugar de coagir, conquistada não pela condescendência,

mas pela sua grande competência profissional, aliada à uma firmeza de

propósitos e a uma serenidade ímpares.

O “Chuvinha” estava sempre pronto a estender a mão aos necessitados

e o seu lado monástico o acompanhou por toda a vida. Cito apenas dois, a

título de exemplo: à noite ministrava gratuitamente, para filhos de militares e

de civis, um curso preparatório para candidatos à EsPCEx; mandou construir

um telheiro, às suas expensas, para nossa lavadeira para que ela pudesse

executar seu trabalho protegida das intempéries.

Mano, felizes os que puderam desfrutar da tua amizade, pois sabem

que mesmo aí do Alto estarás sempre presente nas suas lembranças. O

filósofo, diplomata e escritor Benjamin Franklin assim se referia tratamento

Um irmão pode não ser um amigo, mas um amigo será sempre um irmão.

Querido irmão tenho certeza de que o Patrão Celestial deu ordem a São

Pedro, porteiro da Querência Eterna, para te receber de braços abertos, pois

Ele sabe, com certeza, que o céu estará mais alegre a partir de agora com tua

Muita saudade “Chuvinha”!!!

Que o Grande Arquiteto do Universo te acolha com muito carinho.

Fonte: Hiram Reis e Silva, Porto Alegre



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