Corte de atacante reacende dilema da “camisa 9” na Seleção; veja as opções

Publicado por em 23 de maio de 2016

Atacantes da SeleçãoO corte de Ricardo Oliveira abriu a ferida de um velho dilema dessa atual seleção brasileira: o camisa 9. Ele era o único centroavante, de fato, do grupo para a Copa América Centenário. Lesionado, foi substituído por Jonas, artilheiro do último Campeonato Português com 32 gols pelo Benfica, mas longe de ser um “homem de área” como é o goleador do Santos.

Ter ou não ter um camisa 9 é uma das questões menos resolvidas desde que Dunga reassumiu o comando da Seleção, em agosto de 2014. Ele iniciou a trajetória sem um centroavante, defendendo a tese da movimentação, com Diego Tardelli, Kaká e Ricardo Goulart sendo convocados para a função. Depois, Roberto Firmino se juntou à turma.

Desempenho dos convocados de Dunga em 2016 (Foto: Arte: GloboEsporte.com)
Desempenho dos convocados de Dunga para o ataque em 2016 (Foto: Arte: GloboEsporte.com)

O técnico abriu as portas para um centroavante, Luiz Adriano, então no Shakhtar Donetsk, mas ele não foi bem. Então, o elenco da Copa América de 2015 teve, para o ataque, Neymar, Tardelli, Firmino e Robinho, velho homem de confiança do treinador.

O pífio desempenho, sobretudo depois da expulsão e suspensão de Neymar, que entrou em campo apenas nas duas primeiras partidas, fez com que Dunga se rendesse à boa fase do veterano Ricardo Oliveira e voltasse a chamar Hulk.

O técnico terminou 2015 e começou 2016 com uma convicção: fazer de Neymar o seu homem mais adiantado, no novo esquema 4-1-4-1. O atacante do Barcelona, superior tecnicamente, teria, na cabeça da comissão técnica, uma adaptação mais rápida à função. O próprio Dunga falou em três ou quatro jogos.

Na provável formação de Dunga, atacante será homem de movimentação, já que Gabriel, Hulk e Jonas têm características diferentes do cortado Ricardo Oliveira. Haverá, em tese, mais espaço para a infiltração dos homens de meio (Foto: Arte: GloboEsporte.com)
Na provável formação de Dunga, o atacante será homem de movimentação, pois Gabriel, Hulk e Jonas têm características diferentes do cortado Ricardo Oliveira. Haverá, em tese, espaço para a infiltração dos homens de meio (Foto: Arte: GloboEsporte.com)

Mas surgiram quatro empecilhos à sua ideia: 1) o empate em casa com o Uruguai, por 2 a 2, com Neymar nessa posição. 2) o terceiro cartão amarelo o tirou do jogo diante do Paraguai e impediu uma sequência. 3) sua ausência na Copa América, acordo com o Barcelona para que ele participasse das Olimpíadas. 4) Neymar não curtiu a ideia de atuar de maneira diferente do que costuma fazer no Barcelona, com Messi e Suárez.

Ricardo Oliveira seria o provável titular. Sem ele, Dunga terá de optar entre o substituto Jonas, Hulk ou o jovem Gabriel, jogador “olímpico” de 19 anos que recentemente recebeu rasgados elogios do treinador e de dirigentes da CBF.

Nenhum deles é “9” mesmo, embora os dois primeiros sejam os artilheiros de seus times – Benfica e Zenit, da Rússia – com frequência, e Gabriel também tenha familiaridade com o gol no Santos – tanto que, no título do último Paulistão, fez mais gols do que o próprio Ricardo Oliveira. Dunga terá duas semanas para encontrar seu jogador mais adiantado até a estreia diante do Equador, no dia 4 de junho.

Fonte: Globo Esporte.com



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