Inca estima que Paraíba tenha 6,2 mil casos de câncer ao longo deste ano

Publicado por em 8 de abril de 2016

O número de casos de câncer em toda a Paraíba deve chegar a 6,2 mil este ano, segundo uma estimativa feita pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). O levantamento mostra que a maior parte das vítimas de câncer no Estado devem ser mulheres, como cerca de 3.120 casos, e os homens somam 3.100. Entre o sexo feminino, o maior problema envolve o câncer na mama (25,6%) e entre os homens o problema aparece com mais frequência na próstata (33,5%).

Além do câncer de mama, as mulheres também sofrem com casos exclusivos de câncer no útero, com 330 (10,5%) casos, 90 (2,8%) de ovário, e no corpo do útero com 100 (3,2%) casos, este ano, conforme a estimativa do Inca.

As complicações comuns entre os dois gêneros incluem casos de câncer na traqueia, brônquio, pulmão, cólon, reto, estômago, cavidade oral, laringe, bexiga, esôfago, linfoma, glândula tireoide, sistema nervoso central, leucemia e de pele melanoma.

Ainda segundo o Inca, existem casos de câncer de pele não melanoma que somam números altos, estimados para este ano. Este tipo de câncer deve atingir 1.010 homens e 1.020 mulheres, na Paraíba.

Números do câncer de próstata ainda são altos por tabu com exame (Foto: Rede Globo)Maior parte do casos de câncer em homens na PB
são na próstata, segundo o Inca.(Foto: Rede Globo)

O estudo feito pelo instituto ainda mostra um percentual de 0 a 160 de taxa bruta, em valores a cada 100 mil habitantes, na incidência de casos entre homens e mulheres. Nesta escala, os números de câncer de próstata lideram para o sexo masculino com um índice de 54,49. Entre os casos do sexo feminino, o câncer de mama tem a proporção de 39,50  a cada 100 mil habitantes.

Rede de atendimento
Na rede de antedimento, a Paraíba conta com duas instituições de saúde de referência para o tratamento de câncer em dois dos 223 municípios. Em João Pessoa, o Hospital Napoleão Laureano, e em Campina Grande o Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP).

Além dos órgãos de saúde, alguns paraibanos com câncer contam com o apoio de instituições filantrópicas. Um exemplo é a Associação Esperança e Vida (AEV), que tem filiais em João Pessoa e Campina Grande, atendendo pessoas das cidades sedes e municípios vizinhos. Elas atendem pacientes em situação de vulnerabilidade social, com pagamento de tratamentos e assistência médica, psicológica e jurídica.

Câncer de Mama (Foto: BBC)Câncer de mama representa maior índica entre as
mulheres da Paraíba. (Foto: BBC)

Segundo a assistente social da AEV João Pessoa, Jéssica Santos, na capital paraibana, a associação ajuda 76 usuários, sendo a maioria mulheres com câncer de mama.

“Nós recebemos os cadastros de pacientes e realizamos visitas nas casas para avaliar as condições da família. O processo tem um critério mais rígido, para que seja voltado apenas para pessoas que realmente não tenham condições de tratar”, disse ela.

Já em Campina Grande, a assistente social do AEV, Elaine Barros, conta que a associação atende 93 pessoas na região, onde a maior parte dos pacientes assistidos é do sexo feminino também com câncer de mama. “A unidade de Campina Grande também é referencia para as outras cidades do Agreste e por isso tem uma demanda maior que a de João Pessoa”, disse ela.

A AEV não tem fins lucrativos e todas as ações são custeadas através de doações voluntárias, que podem ser feitas através do setor de telemarketing, ou em um plano de doação mensal voluntário que é recolhido por mensageiros (motociclistas da associação que realizam as visitas domiciliares).

Segundo o secretário, cerca de 400 pessoas são tratadas por ano (Foto: Divulgação/ Superintendência de Comunicação)Tabagismo tem influência no câncer de pulmão.
(Foto: Divulgação/ Superi. de Comunicação)

Fatores de risco
O câncer pode ser provocado por fatores ambientais ou hereditários, que podem desenvolver uma doença. Segundo o Inca, o mesmo fator para o câncer pode ser de risco para várias doenças.

O tabagismo e a obesidade, por exemplo, são fatores também para doenças cardiovasculares e respiratórias. Vários fatores de risco podem estar envolvidos na origem de uma mesma doença, como a associação entre álcool, tabaco e o chimarrão e o câncer da cavidade oral.

Conforme o instituto, nas doenças crônicas, como o câncer, as primeiras manifestações podem surgir após muitos anos de uma exposição única. A exposição solar prolongada sem proteção adequada durante a infância pode ser uma das causas do câncer de pele no adulto. Os fatores de risco podem ser encontrados no ambiente físico, herdados ou resultado de hábitos ou costumes próprios de um determinado ambiente social e cultural.

Fonte: G1



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