Os Comandos Nacionais de Greve do setor da Educação se reuniram para fazer uma análise da paralisação dos docentes, estudantes e técnicos-administrativos das instituições federais de ensino (IFE). Representantes dos CNG do ANDES-SN, dos Estudantes, da Fasubra e do Sinasefe discutiram a conjuntura das greves, destacando o significado do movimento de greve do setor da educação com ações cada vez mais unificadas. O objetivo do encontro era fortalecer a unidade na luta e intensificar o movimento.
Na mesa de debates realizada no período da manhã, estiveram Marinalva Oliveira (ANDES-SN), Lucas Braga (Estudantes), Gibran Jordão (Fasubra) e Luiz Sérgio Ribeiro (Sinasefe). Além da análise da mobilização, as falas também destacaram uma forte reação do movimento à ameaça de corte do ponto dos servidores federais em greve.
“A disposição dos docentes para a negociação vem sendo demonstrada nos últimos anos e chegou ao limite com o não cumprimento de acordos e compromissos assumidos pelo próprio governo de Dilma Rousseff. E qual foi a resposta do governo? Tentativa de cooptação e endurecimento”, disse Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN.
Ela classificou como vergonhosa a medida do governo, que orientou o corte de ponto dos servidores em greve, com o objetivo de reprimir o movimento legítimo dos SPF. “Isso é uma atitude de criminalização e ataque ao livre exercício de greve. A resposta não pode ser outra: intensificar e ampliar a greve em todos os setores”, completou.
À tarde, Luiz Henrique Schuch (ANDES-SN), Bacellar (estudantes), Paulo Henrique dos Santos (Fasubra) e David Lobão (Sinasefe) debateram a precarização das condições de trabalho e ensino nas instituições federais. “As modificações que têm ocorrido por trás da propaganda oficial a respeito do Reuni solapam o caráter de referencia das IFE quanto ao padrão unitário de qualidade e não são de caráter transitório. Ao contrário, fazem parte de uma estratégia que altera para pior os paradigmas pedagógicos e do trabalho acadêmico, ressignificando os diplomas segundo o interesse de mercado”, disse Schuch.