O Ministério Público da Paraíba, através do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Saúde, promoveu, nesta sexta-feira (14), uma audiência para discutir a assistência obstétrica na região polarizada por João Pessoa. Participaram da reunião a coordenadora do Caop da Saúde, promotora Adriana Amorim, os promotores da Saúde de João Pessoa, Maria das Graças Azevedo e Flávio Wanderley Vasconcelos, de Cabedelo, Valério Bronzeado, e de Mamanguape, Ana Maria de França, e representantes das Secretarias de Saúde do Estado e de João Pessoa, do Instituto Cândida Vargas, do Hospital Edson Ramalho e do Hospital Universitário.
O foco principal, segundo a coordenadora do Caop da Saúde, foi a atuação dos municípios que recebem verbas para a realização de de partos, mas acabam não fazendo e encaminhando as mães para João Pessoa. De acordo com dados da Secretaria de Saúde da Capital, os municípios que mais encaminham pacientes são Bayeux, Cabedelo, Santa Rita, Conde, Alhandra, Caaporã, Sapé Mamanguape, Pitimbu e Pedras de Fogo.
A promotora Adriana Amorim ressaltou que esses encaminhamentos acabam superlotando os serviços de João Pessoa, que arca com os prejuízos financeiros e comprometendo a qualidade da assistência obstétrica. Ficou acordado que as Secretarias vão remeter ao Ministério Público dados referentes aos partos na região para subsidiar a ação dos promotores.
“Em cada município, os promotores vão chamar os gestores para resolvera questão. Sabemos que se trata de um assunto complexo e, por isso, precisamos pensar em um conjunto de ações e de uma articulação da rede porque são vidas que estão em jogo”, afirmou Adriana Amorim. O promotor de Cabedelo, Valério Bronzeado, informou que vai realizar uma audiência no município. “Vamos chamar os atores envolvidos na assistência obstétrica para encontrar uma solução porque, conforme os dados mostrados na reunião, Cabedelo deveria realizar muito mais partos”, disse.