Audiência sugere força tarefa contra intolerância religiosa

Debatedores e deputados sugeriram diálogo e uma força-tarefa para conter a intolerância religiosa no país. O tema foi debatido na última quarta-feira (27) por representantes de várias religiões em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, realizada por sugestão do deputado federal paraibano Luiz Couto (PT-PB).

Couto, que é padre, aposta no diálogo como solução para superar as diferenças. “Buscar esse diálogo é fundamental. Um diálogo que seja generoso e solidário, como aquilo que Jesus nos propôs, de amar ao próximo como a si mesmo”, disse.

Representante do candomblé na Comissão de Combate à Intolerância Religiosa no Rio de Janeiro, Ivanir dos Santos mostrou dados governamentais que apontam aumento no número e na gravidade dos casos. “É um fenômeno que está em todo o país. E os dados dizem, especificamente no Rio de Janeiro, quem são os mais agredidos: em torno de 72% são de religião de matriz africana; o segundo grupo é de evangélicos, os neopentecostais contra os reformados; depois, os católicos”, informou.

Foram citados vários casos de violência, como apedrejamento de candomblecistas e umbandistas, queima de terreiros e restrição à entrada de seguidores de religiões de matriz africana em determinados espaços. A situação tem piorado no Rio de Janeiro, onde as autoridades identificaram a perseguição de traficantes de drogas a pais e mães de santo. Só nas favelas da zona norte do Rio, 40 deles foram expulsos pelo tráfico, segundo a Associação de Proteção dos Adeptos do Culto Afro-Brasileiro e Espírita. A polícia acaba de indiciar 10 traficantes por suspeita de ordenarem ou participarem de ataques a centros de umbanda e candomblé no estado. Os suspeitos são ex-presidiários convertidos a religiões evangélicas durante a prisão.

Historiadora e ex-integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, Wânia Santana disse que o Estado brasileiro “não pode se manter em silêncio” diante da escalada de violência de cunho fundamentalista. “Esse é um problema de todos nós. Ou nós saímos dessa juntos, ou seguramente iremos para o buraco juntos. O que está em jogo é o destino e a harmonia da sociedade brasileira”, declarou.

Também participaram da audiência representantes do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), do Coletivo de Entidades Negras e especialistas em políticas públicas de diversidade religiosa. Em linhas gerais, eles sugeriram ações articuladas do Parlamento, do Ministério Público e da Defensoria Pública, além da elaboração do Plano Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e da criação de uma rede pública com representantes de todas as religiões.

Pastora e representante do Conic, Romi Márcia Bencke admitiu a necessidade de autocrítica entre os cristãos. “Os cristãos têm que refletir sobre seu rosto intolerante, pouco aberto ao diálogo e não coerente com o evangelho de Cristo. Hoje asssiste-se à instrumentalização da fé Cristo para agredir outras fés. Percebe-se a intolerância quando há religião hegemônica e é o Cristianismo que tem promovido isso desde o início do Brasil”, disse em referência aos indígenas e aos negros escravizados. Bencke também identifica discurso religioso misógino e LGBTfóbico entre os cristãos. “O caminho do diálogo é fundamental”, acrescentou.

Alguns participantes do debate também defenderam a aprovação do projeto de lei 7582/14, da deputada Maria do Rosário (PT-RS), que criminaliza vários tipos de discriminação, inclusive a religiosa.

Pastor da Igreja Batista Solidária, o deputado Lincoln Portela (PRB-MG) participou como palestrante e manifestou preocupação com “generalizações” que culpam os evangélicos pelas agressões às religiões de matriz africana. Portela lembrou que os evangélicos também são vítimas de perseguições históricas e fez discurso em prol do respeito mútuo. “Que todos nós sejamos respeitados, porque é a cultura do desrespeito que gera a violência e ela, às vezes, costuma passar por quase todos nós”, argumentou.

Ensino religioso

Na audiência, alguns deputados e palestrantes também criticaram a decisão do Supremo Tribunal Federal, tomada nesta quarta, de admitir o caráter confessional do ensino religioso nas escolas públicas. Na prática, a medida permite que as aulas sigam a orientação de uma religião específica, o que desrespeita o Estado laico previsto na Constituição, segundo a deputada Érika Kokay (PT-DF). “A decisão do Supremo fere a laicidade do Estado e ferir a laicidade do Estado é ferir a democracia. A nossa humanidade pressupõe a diversidade”, afirmou.

Kokay também sugeriu a criação de um grupo na Comissão de Direitos Humanos para acompanhar os desdobramentos de casos de intolerância religiosa no Brasil.
Ascom

Campina Grande é homenageada em exposição fotográfica

As paisagens, os ícones, as belezas naturais e arquitetônicas da Rainha da Borborema estarão presentes na exposição fotográfica “Campina 153”, do jornalista e fotógrafo Jorge Barbosa. Trata-se de uma homenagem ao aniversário de 153 anos de emancipação da cidade de Campina Grande. A mostra será aberta no próximo dia 06 de outubro e ficará em cartaz até o dia 05 de novembro, no Museu de Artes Assis Chateaubriand (MAAC).

Com o apoio da Prefeitura Municipal de Campina Grande, a exposição “Campina 153” está inserida nas comemorações oficiais do aniversário da cidade. A mostra também integra a programação de aniversário de 50 anos do Museu de Artes Assis Chateaubriand, também comemorado no mês de outubro.

“Como fotojornalista e amante da fotografia de natureza, além de um apaixonado pela cidade de Campina Grande, essa exposição foi a forma que encontrei para homenagear minha cidade”, comentou o fotógrafo, ao explicar os motivos que incentivaram o projeto. “A mostra será composta de um conjunto de 25 fotografias. Dentro dessa delimitação, procurei explorar os mais variados aspectos da cidade no tocante ao conteúdo paisagístico, suas belezas naturais, arquitetônicas, seus símbolos, monumentos e um pouco da cultura local”.

O jornalista Marcos Alfredo, que assina o texto de apresentação da exposição “Campina 153”, destaca que sob as lentes de Jorge Barbosa, Campina Grande se redescobre. “Com sua experiência de fotojornalismo e seu espírito aventureiro, que o levou a várias partes do mundo, Jorge se universaliza nas fotos de sua aldeia local. E quando Campina Grande é seu tema, sua sagacidade profissional eleva a cidade a patamares de grandes metrópoles”, escreveu.

Natural de Campina Grande e formado em jornalismo pela UEPB, Jorge Barbosa acumula 17 anos de dedicação à fotografia e ao fotojornalismo. No ano de 2014 venceu em primeiro lugar o concurso de fotografia de natureza “Essex Parks Photography Contest”, promovido pelo estado de Nova Jersey. Além dos Estados Unidos, desenvolveu projetos de fotografia documental na Austrália e alguns países da América do Sul. Já participou de exposições coletivas e “Campina 153” será sua primeira mostra individual.

Assembleia alerta população sobre prevenção do suicídio

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta quinta-feira (28), Sessão Especial para alertar a população sobre o suicídio, referente à Campanha Setembro Amarelo. A Sessão foi proposta pelo presidente da Casa, deputado Gervásio Maia, em conjunto com os deputados Artur Cunha Lima e Raniery Paulino.

De acordo com Gervásio, os crescentes registros de suicídios no estado da Paraíba motivaram o parlamento paraibano a discutir o tema com a sociedade. “As instituições e a sociedade civil devem continuar trabalhando no cuidado das pessoas, unindo forças e cobrando providências das autoridades paraibanas e no âmbito federal. Nós precisamos reduzir os índices de suicídio, que são assustadores na Paraíba e no Brasil de uma maneira geral. É importante aproveitar essa sessão de hoje para estabelecer um encaminhamento e nos mobilizar enquanto poderes constituídos, interagindo com as secretarias de saúde, poder executivo e participação das representações que aqui estão, para que possamos avançar no combate ao suicídio”, defendeu o presidente.

Segundo o deputado Raniery, o objetivo da Sessão Especial foi dar visibilidade ao tema e promover o debate, ampliando o trabalho da Assembleia, que, além de buscar melhores condições para a população, também está lutando pela preservação da vida. “O objetivo é debater e chamar atenção para as pessoas que sofrem de algum transtorno, alguma angústia, que pensam em tirar a sua própria vida. O setembro é o mês destinado ao chamamento desta atenção, e ao encorajamento para que elas a procurarem orientação. A Assembleia tem o papel de buscar, através das políticas públicas, a melhoria das condições de vida das pessoas, e esta sessão vai muito além disso, busca a preservação da vida” afirmou.

Preocupado com o aumento de casos de suicídios entre os jovens, o deputado Artur Cunha Lima ressaltou a depressão, os conflitos da atualidade e a necessidade do diálogo e do convívio familiar como fatores que causadores do suicídio. “A sociedade precisa se unir, repensar, estender a mão e abrir caminhos para o diálogo com a população para que venhamos amenizar índices alarmantes que têm crescido no país”, falou o parlamentar.

O deputado Aníbal Marcolino aproveitou a Sessão e chamou atenção para patologias como o Transtorno Obsessivo Compulsivo e a Síndrome do Pânico que, assim como a depressão, não fazem distinção de classe social e também podem levar o paciente a tentar contra a própria vida. “O suicídio, através das patologias psiquiátricas, atinge a todas as classes. Só neste ano, cinco médicos tiraram suas vidas. O acompanhamento é importante. Qualquer sinal de alguém da família, uma mudança no humor, na forma de agir é necessário que se busque ajuda”, destacou.

O presidente da Associação de Psiquiatria da Paraíba, José Brasileiro, parabenizou a iniciativa dos parlamentares de abordar a prevenção ao suicídio na Casa de Epitácio Pessoa. Segundo o psiquiatra a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo e mais importante do que falar sobre o assunto é a necessidade de criar políticas públicas para a prevenção. “O suicídio é uma epidemia silenciosa. Em 1985, os números de casos registrados eram de 3.5 pessoas para cada dez mil. Hoje, estes números são de 5.5 pessoas. O suicídio tem aumentado porque não temos políticas públicas para a prevenção. Temos poucos serviços de saúde, poucas estruturas para prevenir o suicídio”, argumentou. Ainda de acordo com o psiquiatra, tão importante quanto tratar da prevenção ao suicídio, é também necessário tratar do pós-suicídio e a maneira como o ato repercute na sociedade. “É preciso falar também da posvenção ao suicídio, que é o que acontece depois. As repercussões na sociedade e os efeitos. Tem que ser feito um trabalho com a família e com a sociedade após essa tentativa, após o suicídio”, explicou o presidente.

A professora doutora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Iracilda Cavalcante de Freitas Gonçalves, que já escreveu três livros sobre o tema, afirmou que o aumento de casos de suicídio na Paraíba é extremamente preocupante. Segundo ela, a pessoa que comete ou tenta o suicídio não sente o desejo de morrer, mas sim de livrar-se dos problemas que a aflige. “Essas pessoas querem sair de um sofrimento e sozinhas não conseguem, mas também silenciam e não dividem seus problemas. O aumento de casos preocupa principalmente porque o maior fator de risco do suicídio é a depressão e ela tem crescido bastante. As pessoas precisam ser ensinadas a resolver conflitos, lhe dar com problemas diários e a procura ajuda”, argumentou a professora.

A sessão também contou com a presença dos deputados Arnaldo Monteiro, Guilherme Almeida, Janduhy Carneiro, João Gonçalves, Raoni Mendes, Renato Gadelha, Tião Gomes e Trócolli Júnior. Além da presidente da Associação Promocional do Poder Legislativo, Manuela Maia, da diretora do departamento de saúde da Assembleia Legislativa, Deyse Queiroga, da diretora da Divisão de Psicologia da ALPB, Durvalina Rodrigues, da ouvidora geral da ALPB, Liliane Targino, da porta voz do Centro de Valorização da Vida (CVV), Aparecida Melo, do escritor e historiador José Otávio.

Catedral retoma Escola da Fé com o tema “Maturidade Espiritual”

A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, localizada na Avenida Floriano Peixoto, no centro de Campina Grande, realiza nesta quinta e sexta (14 e 15 de setembro) um estudo bíblico com o tema “Maturidade Espiritual”. Trata-se de mais um Módulo da Escola da Fé, iniciada no ano passado e que tem sequência agora em 2017.

O estudo é aberto a toda a comunidade, começando às 19h30, sob a coordenação do Padre Van Victor, da Catedral. A participação é gratuita e não requer inscrição prévia nem a obrigatoriedade de ter participado dos módulos anteriores. Os interessados devem se dirigir à Catedral levando Bíblia, para acompanhar as leituras, além de lápis e bloco de anotações, para apontamentos.

De acordo com o Padre Luciano Guedes da Silva, pároco da Catedral, a Escola da Fé é aberta não apenas aos catequistas, agentes de pastorais e aos fiéis da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, mas a toda a comunidade cristã, aos que queiram aprimorar seus conhecimentos sobre a Palavra de Deus.

A Escola da Fé já enfocou temas como “Introdução às Sagradas Escrituras”; “Livro do Gênesis”; “Livro do Êxodo”; “Os Profetas na Bíblia”; “Os Evangelhos” (enfocando a Introdução e os quatro Evangelhos: Mateus, Lucas, Marcos e João); o livro dos “Atos dos Apóstolos”; o livro do “Apocalipse”, dentre outros.

O que é a Escola da Fé?

A Escola da Fé é uma oportunidade para esclarecer e fortalecer a Fé do povo de Deus, católico, que muitas vezes desconhece ou tem dúvidas sobre os pontos mais importantes da fé. Cada módulo tem uma temática diferente. Os módulos abordam a temática bíblica, doutrinária e moral, litúrgico-sacramental e a vida de oração do cristão.

O programa completo da Escola da Fé tem a duração de quatro semestres, acrescido de um quinto, específico para catequistas (abordagem da metodologia catequética). Ela é dirigida a todo o povo católico da Diocese de Campina Grande que deseja conhecer melhor sua fé. As formações ocorrem sempre em uma única semana a cada mês, com início às 19h30 e término às 21h.

Primavera dos Museus tem programação em 25 estados

A programação completa da 11ª edição da Primavera de Museus já está disponível na página do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A programação será entre os dias 18 e 24 de setembro, com o tema “Museus e suas memórias”.

Para esta edição, estão cadastradas mais de 2,5 mil atividades culturais em 417 cidades de 25 estados e no Distrito Federal. No site do Ibram, o interessado pode encontrar atividades por estado, cidade, museu ou palavra-chave.

Com o intuito de reforçar a divulgação da Primavera dos Museus 2017, o Ibram lançou um kit com diversos conteúdos digitais para as instituições participantes – além de um texto de referência sobre o tema deste ano.

Como resultado da busca, além da programação definida, há ainda o endereço da instituição, assim como os contatos de telefone e e-mail. Todas as atividades são de responsabilidade dos participantes. As atrações estão todas reunidas no Guia da Programação.

Mais informações sobre a 11ª Primavera dos Museus podem ser solicitadas pelo endereço eletrônico primavera@museus.gov.br.

Setembro Amarelo alerta para a prevenção ao suicídio

Assunto complexo, o suicídio, que espelha fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais e também culturais, tem sido desvendado, nos últimos quatro anos, pela campanha Setembro Amarelo. Neste ano, como de costume, as atividades de prevenção e sensibilização incluem caminhadas, veiculação de materiais da campanha por figuras públicas que abraçam a causa e a decoração e iluminação de prédios públicos, praças e monumentos com luzes e itens amarelos.

As ações foram iniciadas pela Associação Internacional para Prevenção do Suicídio (Iasp) e trazidas ao Brasil pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), referência no atendimento – inclusive remoto – a pessoas em crise, e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O Setembro Amarelo caminha junto com a campanha Janeiro Branco, que, em um mês em que as pessoas estão mais propensas a renovações, busca vivificar reflexões sobre saúde mental e valorização da vida.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorram, no Brasil, 12 mil suicídios por ano. No mundo, são mais de 800 mil ocorrências, isto é, uma morte por suicídio a cada 40 segundos, conforme o primeiro relatório mundial sobre o tema, divulgado pela OMS, em 2014.

Em geral, a vontade de acabar com a própria vida é provocada pela falta absoluta de perspectiva e uma enorme sensação de desamparo e angústia. O que não se destaca é que, na maioria dos casos, o radical desejo é gerado por um quadro de transtorno mental tratável, como depressão, transtorno bipolar afetivo, esquizofrenia, quadros psicóticos graves e transtornos de personalidade, como o borderline.

“Somente 3% não têm diagnóstico desses transtornos. Há um alto índice também de histórico de drogas, álcool e outras substâncias”, diz a psicóloga Fabíola Rottili Brandão.

Fabíola esclarece ainda que, embora prevaleçam os casos em que preexiste um distúrbio mental, há situações em que o suicídio pode ser um impulso desencadeado por um infortúnio pontual, mas que, ainda assim, a pessoa já tem um processo de desorganização interior. “Em 10% das ocorrências podemos observar essas questões. Pode ser, sim, um caso de súbita desesperança.”

Para o psiquiatra Régis Barros, fortalecer-se emocional e mentalmente é como o ser humano resiste às decepções e contrariedades, comuns a todas as pessoas. “Viver não é uma tarefa simples. Viver é fabuloso, mas somos sistematicamente testados, colocados à prova, sofremos com as frustrações do viver. A resiliência é importante para construir uma habilidade social para a vida”, diz.

Suporte

Barros defende que a sociedade contemporânea, além da violência, do estresse, da instabilidade econômica e social, vive um momento de competitividade cada vez maior, que favorece o adoecimento mental. “O que se vê são relações muito voláteis, famílias desorganizadas, um mundo social virtual em que o contato e as construções de relações são muito empobrecidas. Há, cada vez mais, jovens que se frustram mais precocemente, uma epidemia dos que se automutilam”, explica.

Por isso, poder contar com uma rede de apoio e, consequentemente, com o acesso ao diálogo é fundamental para que as pessoas com a chamada “ideação suicida” conquistem o equilíbrio e a estabilidade emocional garantidos pelo tratamento de psicoterapia e de medicamentos. Os remédios prescritos por um psiquiatra são essenciais para que o paciente recobre a ordem neuroquímica, e a terapia, por sua vez, auxilia o paciente a saber trabalhar suas emoções.

Há alguns sinais que podem ser identificados por familiares e amigos como sendo de risco, auxiliando no diagnóstico e, portanto, na assistência. Eles devem compreender que a depressão e o suicídio não são uma estratégia infantil da pessoa para chamar a atenção, nem frescura.

Desinteresse pelas atividades que sempre foram prazerosas, sentimento de inutilidade e de culpa, cansaço extremo, irritabilidade, dificuldade de concentração e de tomar decisões e até mesmo falta de higiene com o próprio corpo são comportamentos de alerta. A pessoa tende também a achar que é um fardo para seus amigos e sua família, pode ter baixa qualidade de sono e, ainda, perder ou ganhar peso.

“Há isolamento social, quebra no vínculo familiar, um grande sofrimento psíquico. Mas, às vezes, a pessoa esconde, coloca uma armadura e se esforça para não parecer doente”, complementa Fabíola.

Tanto as pessoas mais próximas como desconhecidos são capazes de acolher e mesmo encaminhar a pessoa suscetível ao tratamento com os profissionais adequados. De acordo com a psicóloga, as unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) carecem de investimento em medicamentos e psicoterapia. “O tratamento de crise precisa ser imediato e nem sempre os dispositivos estão preparados para atender o paciente”, diz Fabíola.

Essa conscientização da família, denominada psicoeducação, evita, inclusive, a repetição de episódios suicidas. “As doenças mentais têm componentes biológicos e não biológicos. Você tem famílias em que o componente é replicado. Mas há uma dificuldade em definir o que é fator ambiental, o que é herança genética, já que temos o mesmo ambiente, com as mesmas questões emocionais, que podem retroalimentar o desejo de se suicidar. O ato de se suicidar não será o ato primário, o primeiro, outros já aconteceram e podem ser evitados”, esclarece Barros.

Colegas de trabalho também podem e devem representar um ponto de socorro. “As empresas não estão preparadas para lidar com essa demanda. Quando tem afastamento do trabalho, existe preconceito. Os empregadores precisam buscar informações e achar formas de acolher. O profissional fica estigmatizado. A gente se dedica tanto ao trabalho e não encontra apoio ali”, pontua Fabíola.
Agência Brasil

Rodrigues: O São João de Campina Grande será ainda maior

Isto porque o prefeito Romero Rodrigues, em solenidade realizada na manhã desta terça-feira, 5, no Teatro Municipal Severino Cabral, anunciou um projeto revolucionário já para a edição de 2018 do evento, que contempla a duplicação da área da festa, novas alternativas de acesso, revitalização do Açude Velho, estacionamento e a criação de espaços destinados ao resgate da história e da cultura da nossa região.

O prefeito também assegurou que o evento continuará sendo gratuito e a nova infraestrutura da festa – se prolongando do atual Parque do Povo até áreas no entorno da Estação Velha – terá um caráter permanente, podendo ser utilizada em outras programações da cidade ao longo do ano.

Para se ter uma ideia da dimensão do projeto a ser executado, a área atualmente ocupada para a realização do evento é de 27 mil metros quadrados, mas com as intervenções a serem feitas na Estação Velha e com a criação do chamado “Pólo de Eventos Poeta Ronaldo Cunha Lima”, o espaço total da festa vai ganhar mais 65 mil e 500 metros quadrados, o que representa mais do que o dobro do tamanho atual.

De acordo com o prefeito, a ampliação da infraestrutura do Parque do Povo será possível mediante o aproveitamento de uma ampla área nas imediações da Estação Velha.

O Parque do Povo continuará sendo utilizado para o São João, mas com novas funções, pois a parte superior, por exemplo, vai ser reservada para uma estrutura que abrigará a Vila do Artesanato e um estacionamento. Já a parte inferior será destinada à implantação da Arena das Quadrilhas, contando com bateria de banheiros, estacionamento, arquibancadas e camarins.

A realização de shows deixará de acontecer no Parque do Povo e agora será em uma área localizada no bairro da Estação Velha, por trás do Hiper Bompreço, nas proximidades do Açude Velho. “Vamos criar uma nova arena de shows e revitalizar o Açude Velho e outras áreas, incorporando-as ao patrimônio cultural da cidade”, frisou o prefeito.

Toda a área por onde acontecerá o São João terá também calçadas padronizadas com figuras juninas, numa espécie de “corredor do forró”, com piso intertravado, além de moderna iluminação.

O palco 360º deve ficar localizado na Estação Velha, com espaço para bares e restaurantes. Vai ter também uma cidade cenográfica, com réplicas da biblioteca municipal, câmara de vereadores, catedral, Cine Capitólio, Prefeitura e outros. Outro espaço será a Vila Nova da Rainha, onde funcionará em 2018 a chamada “Vila da Imprensa”.

Haverá um acesso ao Parque do Povo pela rua João Moura até o Polo de Eventos Poeta Ronaldo Cunha Lima – novo espaço localizado na Estação Velha, próximo ao Açude Velho, e que contará com seis ambientes. Um deles será a “Vila da Poesia Popular”, para apresentações de poesias, cordéis, repentistas, emboladores de coco e literatura de cordel.

O local abrigará setores resgatando a história do São João de Campina Grande, destacando-se, entre outros, o “Memorial do Maior São João do Mundo”, “Memorial fonográfico Luiz Gonzaga”, “Memorial Jackson do Pandeiro”, “Memorial das Quadrilhas”, “Memorial de Marinês” e “Memorial das Sanfonas”, sem se falar no Museu dos Santos Juninos, pois a festa também destaca e preserva o seu caráter religioso.

“A ideia do novo projeto é manter a tradição e buscar uma nova alternativa que proporcione ainda mais grandeza ao evento”, disse Romero Rodrigues, destacando também a melhoria das vias de acesso aos locais da programação, a exemplo da rua João Moura, além de novos acessos como a Avenida Assis Chateaubriand. Destacou, também, a garantia de espaço adequado para o funcionamento de bares e fast foods, onde os acessos serão mais largos, proporcionando conforto e comodidade aos turistas e forrozeiros em geral.

O anuncio das mudanças contou a presença de secretários, vereadores, empresários e representantes do segmento cultural. Ocuparam o “espaço de honra” destinado as autoridades o prefeito Severo (Lagoa de Roça), secretários Joia Germano (Cultura), Luiz Alberto Leite (Desenvolvimento Econômico), Tovar Correia Lima (Ciência e Tecnologia), Eva Gouveia (Semas), Manoel Ludgério (Chefia de Gabinete) e Nelson Gomes Filho (Amde), além da presidente da Câmara Municipal, Ivonete Ludgério, e do vice-prefeito Enivaldo Ribeiro.
PMCG

Secretarias promovem a Semana do Folclore

Numa parceria entre as Secretarias de Cultura e de Educação do Município está sendo realizada nas dependências da Biblioteca Municipal a Semana do Folclore. A solenidade de abertura aconteceu na tarde desta segunda-feira (28) e se estenderá até o dia 1º de setembro, com uma programação voltada para os alunos das Escolas do Sistema Municipal de Ensino.

De acordo com o gerente municipal dos Museus e da Biblioteca, Walter Tavares a Biblioteca Municipal foi reaberta a menos de um ano e que passou por quatro anos de reforma. “Foi um trabalho lento e demorado porque a biblioteca é um patrimônio artístico e tombado. O serviço de restauração de um patrimônio histórico não é como uma praça ou escola. Tem que obedecer a critérios dos Institutos de Preservação do Patrimônio Histórico”.

A Biblioteca Municipal está num prédio de 1942 em Art. Déco, localizado no coração histórico de Campina Grande. Walter esclarece que – a ação da Semana do Folclore te o objetivo de tornar a biblioteca não apenas um local de leitura e pesquisas, mas, também um centro dinâmico de arte e cultura e literatura através de uma programação de eventos que possa incluir a própria biblioteca na visitação turística de Campina Grande -.

A proposta da Secretaria de Cultura é despertar nas crianças da Rede Municipal de Ensino, a conscientização, o amor pelas tradições culturais, espirituais, materiais e imateriais que formam esse conjunto de tradições do folclore brasileiro. Folclore é a cultura de um povo, o conjunto das tradições culturais dos conhecimentos, crenças, costumes, danças, canções e lendas dos indivíduos de determinada nação ou localidade.

A programação da Semana do Folclore consta de apresentações de teatro, música e contação de história e têm como destaque duas pessoas conhecidas do meio artístico campinense, a atriz Arli Arnaud, responsável pela revitalização do Teatro de Rua de Campina Grande e a Fátima Ribeiro (Boneca Clarita).

Na abertura da Semana do Folclore além dos alunos da Escola Municipal participaram ainda as crianças de 7 a 12 anos, do Instituto dos Cegos que na oportunidade inauguraram o setor de Literatura em Braile. Agora, pela primeira vez a Biblioteca Municipal disponibiliza um setor com Literatura Infantil para crianças com deficiência visual.

A semana será encerrada na tarde da sexta-feira (1), em grande estilo, com a participação da atriz e comediante Fátima Ribeiro.

Participam da programação da Semana do Folclore alunos do 4º ano das Escolas Municipais Maria das Vitórias, Adalgisa Amorim, Professor Eraldo César, Anis Timani e CEAI Governador Antônio Mariz.

Relator critica veto à prorrogação de incentivo fiscal a salas de cinema

O relator da Medida Provisória 770/17, deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), se disse surpreso com o veto integral do presidente Michel Temer à prorrogação do regime especial de tributação da atividade cinematográfica, o Recine. Em vez da derrubada do veto no Congresso, o relator defendeu a retomada dos benefícios por meio da nova medida provisória que tramita sobre o tema (MP 796/17).

Deputados e senadores alteraram o texto original da MP 770 estendendo de 31 de dezembro deste ano para 31 de dezembro de 2019 o prazo de utilização do Recine.

Porém, Temer vetou o texto integralmente sob o argumento de que os parlamentares não apresentaram o impacto orçamentário nem os meios de compensação da renúncia fiscal. No mesmo dia, o governo editou a MP 796, em que retoma o prazo de vigência do Recine até 31 de dezembro deste ano.

“É uma situação extremamente desagradável, porque essa MP [770] se tornou uma proposta aprovada importantíssima para a cultura e para a indústria de cinema no Brasil. Ela não cria um benefício novo, mas apenas garante a continuidade de um incentivo fiscal importante para as casas de espetáculo, para que haja investimento em cultura com uma redução de impostos”, afirmou Domingos Sávio. “Se não temos essa medida, tira-se um incentivo da cultura em um momento em que a gente precisa de investimentos”, disse.

Sávio lembrou que as alterações no texto original da MP 770 foram negociadas com o governo pela relatora na comissão mista que analisou a medida, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP). O texto chegou ao Plenário da Câmara no início de julho e foi aprovado sem grandes polêmicas.

Alteração na nova MP
Para Domingos Sávio, houve falha da liderança do governo no Congresso em relação a essa negociação. A fim de garantir o benefício efetivo para a indústria cinematográfica, ele disse que os parlamentares devem se concentrar na reincorporação dos benefícios na MP 796, em vigor desde 24 de agosto, mas ainda passível de alterações durante a tramitação no Congresso.

“Em vez de ficarmos esperando para derrubar o veto, o ideal é agilizarmos os entendimentos com o governo para aprovar essa nova medida provisória, com as conquistas que julgamos justas para a cultura. Derrubar um veto é algo que não só é mais difícil em termos de número de votos, como também pode demorar a entrada em pauta do veto. E aí, nós correríamos o risco de termos prejudicada a área da indústria cinematográfica e das casas de espetáculos”, disse o deputado.

O Recine suspende a cobrança de todos os tributos federais que recaem sobre a aquisição de equipamentos e materiais necessários à construção ou modernização de salas de cinema. A Lei 12.599/12, que criou o benefício, previa a sua utilização apenas até março deste ano.
‘Agência Câmara Notícias’

Show de Arnaldo Antunes encerra o 42º Festival de Inverno

O 42º Festival de Inverno de Campina Grande encerrará sua programação nesta quarta-feira, 23, com muita música.

Abrindo as atividades, às 17h, os músicos Murilo Antunes, Márcio Borges e Telo Borges, farão um pocket show na Central de Artes da UEPB, como resultado da oficina “Palavras Cantadas”.

Já à noite, às 19h, o grupo “Paraibô Trio” levará, ao palco montado na Praça da Bandeira, um show que passeia pela cultura do Brasil e do Nordeste, através da música instrumental.

E pra encerrar a programação deste ano, às 21h, Arnaldo Antunes trará ao público um show intimista, acompanhado apenas por dois músicos e que irá explorar com liberdade, uma nova sonoridade a cada canção executada. No repertório, músicas que passeiam por toda a carreira do cantor e compositor, além das canções que foram escritas em parceria com Marisa Monte, Carlinhos Brown e Paulo Miklos, por exemplo.

O Festival de Inverno de Campina Grande é uma realização do Solidarium, Instituto de Cultura, Arte e Cidadania e da Prefeitura Municipal de Campina Grande.

Mais informações podem ser encontradas no site www.festivalcampina.com.br ou através das redes sociais do Festival, no Instagram/festivaldeinvernocg e no facebook.com/FestivalInvernoCG.

SERVIÇO
DATA: 23 DE AGOSTO (QUARTA-FEIRA)

17H – POCKET SHOW COM MÁRCIO BORGES, MURILO ANTUNES E TELO BORGES
LOCAL: CENTRAL DE ARTES DA UEPB

19H – PARAIBÔ TRIO
21H – ARNALDO ANTUNES
LOCAL: PRAÇA DA BANDEIRA