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Brasil tem 12 casos suspeitos de coronavírus; 5 novos são identificados em SP

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Sobe para 12 o número de casos suspeitos por coronavírus no Brasil, três a mais em relação ao último boletim epidemiológico. A doença que já matou mais de 200 pessoas na China e deixa o mundo em estado de alerta.
Inicialmente, o Ministério da Saúde havia divulgado 13 casos suspeitos no Brasil. Durante a coletiva de imprensa nesta sexta-feira, entretanto, foi descartado o caso de Belo Horizonte –  uma estudante de 22 anos que esteve na cidade de Wuhan, onde há o maior número de pacientes. Três exames usando técnicas diferentes deram negativo para o novo microorganismo.
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, informa que há seis novos casos e foram descartados três casos.
“O risco está alto para o mundo todo”, alerta o secretário. O Ministério da Saúde criou uma força-tarefa para enfrentar a nova doença.
No último boletim epidemiólogico 7.818 casos confirmados no mundo, 99% dos casos na China, 7.736, com mais de 200 mortes. Há casos confirmados em 18 países.
Caso de BH é descartado
A paciente está isolada desde segunda-feira no Hospital Eduardo de Menezes, referência em doenças infectocontagiosas. Ela está em uma ala de isolamento, uma enfermaria com três leitos.
Outras 14 pessoas próximas dela estão sendo monitoradas. Até o momento, nenhuma tem sinais da doença. A paciente informou aos órgãos públicos que não esteve no mercado de peixes chinês onde há a suspeita dos primeiros contágios.
Ela também não teve contato com nenhuma pessoa doente e não procurou nenhum serviço de saúde no país asiático. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), após manifestar febre, a paciente começou a usar máscara para evitar contágio e foi diretamente à Unidade de Pronta Atendimento Centro-Sul fazendo uso dessa proteção. Ela relata não ter saído de casa desde que chegou à capital.
Transmissão
O mecanismo de proliferação da doença ainda não é totalmente conhecido pelos especialistas, por se tratar de um vírus novo. É o que explica o médico infectologista membro da Sociedade Mineira de Infectologia (SMI), Carlos Starling.
 “As informações que vêm da China ainda são limitadas, são informações preliminares. Um dado básico é que uma pessoa infectada pode infectar outras duas”, esclarece.
Ele alerta ser fundamental identificar rapidamente casos suspeitos, já que o momento crucial para controle da epidemia é quando acontecem as primeiras notificações. O médico afirma que o isolamente deve durar de sete a 10 dias, até os sintomas, semelhantes ao de um resfriado, desaparecerem.
“Os profissionais de saúde que tiveram contato com essa paciente podem ser os mais acometidos por esse tipo de epidemia. É essencial que todos tomem as medidas de precaução”, salienta.
Fonte: Estado de Minas

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