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Evento promove ‘desaniversário’ de obra inacabada na UFPB

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Uma manifestação de professores, diretores e estudantes do Centro de Educação (CE) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) promoverá, nesta segunda-feira (21), às 10h, no Campus I da instituição de ensino, o ‘desaniversário’ da obra de construção do prédio da pós-graduação em Educação, que começou em 2011, orçada em R$ 1.824.195,39, mas que ainda não foi concluída, apesar da previsão inicial de 360 dias para seu término.

Segundo o professor Ricardo Lucena, um dos organizadores do protesto, cursos foram criados com a promessa de conclusão do prédio. Porém, como a obra não ficou pronta, hoje em dia professores e alunos sofrem com a falta de salas para aulas e outras ocasiões, como defesas de dissertações e teses.

“Esse prédio deveria ter sido concluído há seis anos. Atualmente, as atividades de pós-graduação estão ocorrendo no prédio antigo, no Centro de Educação, onde o espaço é limitado e também existem problemas estruturais. Recentemente, o teto de uma das salas ruiu. Para mostrar essa situação e marcar nossa indignação, faremos um bolo e colocaremos um carro de som em frente ao prédio que segue em construção, nas proximidades do Restaurante Universitário”, contou o professor.

De acordo com Lucena, a direção do Centro de Educação já tratou sobre esses problemas em reuniões com a Reitoria da UFPB, mas a conclusão do prédio da pós-graduação não foi colocada como prioridade.

Sobre isso, conforme explicou o prefeito da UFPB, João Marcelo Macedo, há uma lista de seis obras prioritárias, definidas desde 2017 em tratativas com a Controladoria Geral da União, Ministério Público Federal, Secretaria de Planejamento Municipal e Corpo de Bombeiros.

“As obras definidas como prioridade ainda para 2017 foram os prédios da pós-graduação do CCSA; o Serviço de Saúde do Servidor (espaço dentro da Reitoria); o Centro de Energias Alternativas e Renováveis; o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Materiais; a Escola de música e o Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (Lavid). Nenhuma das obras foi retomada. Precisamos tirar licença ambiental, alvará de construção e licença dos Bombeiros. Ainda nem chegamos à parte financeira. É uma questão mais burocrática. O maior defeito dessas obras é que todas foram iniciadas sem projeto (de fundação, estrutural, elétrico, hidráulico, dentre outros)”, destacou João Marcelo.

O prefeito revelou que existe a previsão de que a obra do CE seja uma das prioritárias para 2018, assim como os prédios da pós-graduação do CCHLA, do Centro de Biotecnologia e da pós-graduação em Antropologia e Ecologia (Campus Mamanguape). Ainda serão discutidas intervenções necessárias nos campi de Areia e Bananeiras.

“No último concurso público, a UFPB contratou sete novos engenheiros e três arquitetos que atuarão nessas construções. A universidade tem também desenvolvido um trabalho em parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) voltado para gestão de obras”, disse João Marcelo, que acrescentou que no dia 29 deste mês será feita, em Brasília, uma reunião no Ministério da Educação para tratar sobre nas demandas da UFPB.

Fonte/Imagem: Portal Correio

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