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Ney solta a mão de Ricardo: “Pensei que lutasse pela Paraíba e não pelo poder”

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Em um vídeo divulgado hoje, o ex-senador e atual suplente de Veneziano Vital do Rêgo, Ney Suassuna se defendeu da denúncia de participação na Operação Calvário tentando se descolar do ex-chefe da Cruz Vermelha gaúcha, Daniel Gomes e do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB). Ney disse ter sido procurado pelo socialista em busca de “um conselho” para reverter uma situação de crise no Hospital de Trauma de João Pessoa e apenas teria fornecido o telefone de Daniel a Ricardo:

“Agora vejo meu nome envolvido na Operação Calvário pelo fato de ter apresentado um empresário que hoje sei ser um bandido a um homem que eu acreditei que lutasse pela Paraíba e não para permanecer no poder. Não posso ser responsabilizado pelas ligações ilegais que esses dois homens praticaram juntos a partir daí. Nunca tive negócios com Daniel e nem com pessoas da sua turma. Ninguém do meu lado, e são poucos, relacionou-se com ele participando de nenhum negócio ilícito”, disse Ney no vídeo que pode ser conferido na íntegra abaixo:

O que diz a denúncia sobre Ney – No anexo 67 da sua colaboração premiada, o colaborador DANIEL GOMES DA SILVA narra que, ainda no ano de 2010, frequentava a residência do denunciado NEY SUASSUNA, ex-Senador pelo Estado da Paraíba, pessoa que gozava de fortes vínculos políticos e empresariais no Estado, para participar de churrascos e jogos de cartas.

Em certa oportunidade, NEY SUASSUNA interpelou se DANIEL GOMES tinha interesse em fazer negócios na Paraíba, afirmando ser muito amigo de RICARDO COUTINHO, então candidato ao Governo e que, na sua visão, tinha grandes chances de ganhar o pleito eleitoral (2010). Adiantou que, mesmo na hipótese de derrota nas urnas, RICARDO COUTINHO ainda manteria o domínio (poder) sobre a Prefeitura de João Pessoa/PB, de modo que ainda assim subsistiria a oportunidade de futuros negócios.

Confirmado o interesse, DANIEL GOMES DA SILVA foi, então, apresentado a RICARDO COUTINHO. No dia da reunião, na cidade de João Pessoa/PB, foi ele recepcionado por FABRÍCIO SUASSUNA, LIVÂNIA FARIAS e ARACILBA ROCHA – “assessoras” de RICARDO COUTINHO -, e conduzido a um hotel na capital paraibana, onde RICARDO COUTINHO se hospedava, preparando-se para um debate que ocorreria naquela noite na TV.

Durante o encontro, RICARDO COUTINHO informou a DANIEL GOMES DA SILVA que precisava levantar recursos para a campanha ao Governo do Estado e, caso fosse eleito, trabalhariam juntos em alguns projetos na área de saúde, em razão da experiência do colaborador naquela seara. O colaborador aceitou a proposta e, naquele mesmo dia, entregou a quantia de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), em espécie, valor repassado à LIVÂNIA FARIAS, na presença de ARACILBA ROCHA e de FABRÍCIO SUASSUNA, no interior de um veículo estacionado
em frente ao predito hotel.

De seu turno, NEY SUASSUNA, por ter viabilizado as negociações de DANIEL GOMES com o Estado da Paraíba, passou pedir e a receber do colaborador a importância mensal de R$ 40 mil reais, mais o aluguel de 10 (dez) apartamentos de propriedade do citado denunciado (anexo 67).

Ainda consta na denúncia, como resultado da medida de afastamento do sigilo bancário, mais um método de pagamento da propina a NEY SUASSUNA, qual seja, mediante depósitos realizados pela empresa PAPATUDO (fornecedora da CVB/RS de alimentação para o HETSHL) em benefício de LARISSA SOUTO MAIOR, representante da empresa que administrativa os imóveis alugados por Ney a Daniel, em ações evidenciadas (pelo menos) entre janeiro de 2013 a agosto de 2017. No total, foi feito um crédito de R$ 2.470.850,00 (dois milhões, quatrocentos e setenta mil, oitocentos e cinquenta reais) em favor de LARISSA SOUTO MAIOR SOARES, pago pela empresa investigada sem qualquer relação negocial aparente com a favorecida.

Fonte: Parlamento PB

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