Em tons de saudade, termina o Maior São João do Mundo 2014

Publicado por em 7 de julho de 2014

pq_povo_06-07-14A sanfona, chorosa, entoou uma nota de despedida. O bumba-bumba da zabumba silenciou. O tengo-tengo do triângulo reverberou num toque de adeus e seu eco perdeu-se no firmamento azul da Rainha da Borborema. O multicolorido dos fogos, como um sorriso mágico no instante da partida, como um caleidoscópio vibrante no último aceno de mais uma edição do Maior São João do Mundo, lembrou que esse foi apenas um “até logo”.

E o céu da Rainha da Borborema, convergindo olhares e sentimentos, transbordando uma cachoeira de cores e emoções, refletiu-se no espelho quieto do Açude Velho, testemunha fiel da trajetória de uma gente bem mais que sesquicentenária; uma gente que traz na alma a personalidade e o legado de índios, de tropeiros e de “leais forasteiros” dos quatro cantos do mundo.

Assim é Campina: grande. Centro de irradiação do universo, já dizia o cronista. Terra do Maior São João do Mundo! E lá se foram trinta dias de festa, centenas de horas de arrasta-pé, de xote, xaxado, baião, forró para todas as preferências. E de sabores para todos os gostos. No Quartel General do Forró, a cidade cenográfica, emblema da Vila Nova da Rainha, desaparecerá para, como num encanto, ressurgir bonita e faceira no ano que vem.

Sim, é apenas um “até logo”. Afinal, o Maior São João do Mundo, elemento, na verdade, do cotidiano campinense, nunca tem fim. Apenas pausa, um intervalo, qual no compasso de uma canção, qual a linha em branco que separa as estrofes do poema. E Campina Grande acaba de escrever novos versos para a história de uma festa que compõe tantas páginas da nossa própria história.

Se já cantava o Rei do Baião, “Ai que saudades que eu sinto / Das noites de São João”, é só aguardar, esperar “um bocadinho”, pois o futuro promete, afinal, o Poeta também já testificava: “Grande festa nordestina / Forró a cada segundo / Vamos fazer em Campina / O maior São João do Mundo”. Até 2015!



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