Palmeiras começa 2012 reduzindo dívidas

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    Parcelar, renegociar e dividir foram os três verbos mais utilizados pelos departamentos financeiro e jurídico do Palmeiras em 2011. Com uma dívida de cerca de R$ 125 milhões no início de sua gestão, em janeiro, o presidente Arnaldo Tirone tomou uma decisão para tentar dar fôlego à economia do clube: esticou praticamente todas as dívidas deixadas pela administração anterior, de Luiz Gonzaga Belluzzo. O Verdão está gastando menos por mês com credores, mas terá de pagar bem mais no fim das contas. Neste ano, o clube diz ter quitado R$ 50 milhões do que herdou de Belluzzo.

    O principal caso é o do meia Valdivia, que teve os direitos econômicos adquiridos do Al-Ain, dos Emirados Árabes Unidos, em agosto de 2010. O Banco Banif cedeu uma carta de crédito de aproximadamente R$ 14 milhões para viabilizar a contratação. O Palmeiras postergou o pagamento da carta, e agora parcelou a dívida em 48 vezes de R$ 750 mil. O valor final será de R$ 36 milhões.

    Outras importantes contas parceladas dizem respeito ao pagamento dos ex-técnicos Vanderlei Luxemburgo, Antônio Carlos Zago e Muricy Ramalho. As três situações já estão resolvidas há algum tempo, mas o Palmeiras ainda tem uma parte da dívida a quitar.

    A situação é muito ruim, existia uma ausência de transparência. Temos de resolver muitas coisas”
    Piraci Oliveira, diretor jurídico

    A situação financeira ainda é complicada. As contas de novembro foram reprovadas em reunião do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), e o déficit da temporada passa dos R$ 28 milhões. Em dezembro, o clube atrasou salários pela primeira vez no ano – a segunda parcela do 13º foi paga com uma semana de atraso a todos os funcionários, incluindo jogadores e comissão técnica. Mesmo com os problemas, o diretor jurídico Piraci Oliveira mostra otimismo e critica a administração de Belluzzo.

    – Vamos parcelando e renegociando. O Palmeiras tem uma conta muito grande com credores que assumiram contas do passado. Existe um cálculo interno que não podemos revelar, mas posso dizer que já pagamos cerca de R$ 50 milhões em dívidas vencidas da gestão passada. Deixaram-nos uma herança maldita. A situação é muito ruim, existia uma nítida ausência de transparência. Temos de resolver muitas coisas – afirmou o dirigente, em entrevista recente à  Jovem Pan.

    O fôlego financeiro é fundamental para o sucesso do clube em 2012. Afinal, Arnaldo Tirone prometeu ao técnico Luiz Felipe Scolari que reforçaria o time e o tornaria mais competitivo. Até agora, apenas o lateral-esquerdo Juninho e o zagueiro paraguaio Adalberto Román estão acertados.

     

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