SINFEMP rebate críticas dos vereadores

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    O presidente do SINFEMP – Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região, José Gonçalves, reafirmou que as criticas feitas pelos vereadores não atingem a entidade e nem tampouco a categoria, no tocante aos aumentos salariais concedidos, pois foi tudo debatido e aprovado em reuniões e assembleias com a participação de todos os sindicalizados.

    Para o sindicalista, nenhum vereador que atacou o sindicato tem moral para isso, pois nunca defendeu os interesses dos servidores e apenas os seus interesses pessoais.

    Ele iniciou citando o vereador Zé Mota, que quando era secretário se negou a conceder o aumento para os professores, chegando a afirmar em plena reunião que não teria coração para dar aumento e que se o prefeito Nabor Wanderley quisesse conceder tudo bem, senão ficaria como estava, sendoque o prefeito deu o primeiro aumento de 20% retroativo a 1º de janeiro de 2005.

    Em relação ao vereador Ivanes Lacerda, o sindicalista também afirmou que esse é que não tem as mínimas condições de agora defender servidor, pois na gestão do ex-prefeito Dinaldo Wanderley, a merendeira recebia R$ 46,34 e os demais servidores R$ 57,00 sem contar com o salário atrasado dos aposentados e seis meses de salários atrasados dos contratados que ganhavam apenas R$ 92,00 e em nenhum momento o parlamentar abriu a boca para fazer a defesa do pagamento do salário mínimo e do pagamento em dia desses servidores.

    No tocante ao vereador Edmilson o sindicalista parabenizou, pois o mesmo começou a falar, depois de três anos sem abrir a boca, sem falar em nada, pois foi eleito por um esquema político, em seguida mudou de esquema, depois de ter conseguido um emprego comissionado para a sua esposa, que é professora e agora mudou mais uma vez de lado político, podendo ser chamado do vereador camaleão. Ainda citou que o mesmo votou no projeto de lei 028/2010, que tratava dos precatórios, por determinação do atual prefeito, quando o sindicato foi para a Câmara pedindo que não votasse e o mesmo votou dizendo que em pouco tempo os servidores recebiam os seus valores e até o momento nada.

    Gonçalves afirmou ainda que ao chegar à Câmara distribuiu as duas tabelas de aumento salarial dos servidores da secretaria de Educação e dos servidores da saúde, colocando na mesa de cada vereador e vereadora, além de distribuir com os presentes no  auditório e que apenas o vereador Almir Mineral pediu esclarecimento das tabelas apresentadas. Ele explicou e que qualquer outro vereador poderia fazê-lo normalmente.

    Em relação ao vereador Edileudo, que acompanhou todas as assembleias do SINFEMP, Gonçalves afirmou que o seu posicionamento um pouco diferenciado, decorre da posição do seu partido em ter rompido politicamente com o prefeito Nabor, que o respeitava, pois diferencia dos vereadores anteriores, e sempre esteve na luta com os professores de Patos.

    Para Gonçalves, o problema está concentrado na disputa eleitoral desse ano, onde essa discussão não interessa para os servidores no momento da votação do aumento. Adiantou que todos os professores de Patos sabem quanto receberam de aumento salarial de janeiro de 2005 a abril de 2012, totalizando 156% de aumento, com uma média de 19,5% ao ano, superando todas as categorias desse país. Acrescentou que os vereadores da oposição não têm como mostrar isso, especialmente os que apoiavam o gestor anterior a exemplo de Ivanes Lacerda, que talvez lembre apenas de seis reais de aumento concedido aos professores, quando o salário mínimo era de R$ 130,00 e aumentou para R$ 136,00 no governo de FHC e Dinaldo, quando ele era da base de apoio.

    O sindicalista reafirmou que está tranquilo, que não tem família empregada em governo municipal, estadual e federal.

    Sobre a questão política o sindicalista afirmou que o SINFEMP é autônomo, independente e classista, sempre lutando em defesa dos interesses da categoria independentemente de quem estiver no poder.

    A saída do sindicalista José Gonçalves da Câmara no meio da sessão foi devido a problemas de saúde de sua mãe de 91 anos que está enferma e recebeu ligação que teria que levar a mesma ao hospital. “Primeiro não sou igual a determinado vereador que até intrigado da mãe é. Não fujo da luta, não tenho medo de lutar em todas as trincheiras, pois tenho meu ideal, minha ideologia e não vão ser os algozes, a direita que tentará calar a minha voz a minha luta”, desabafou o mesmo.

    Assessoria

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