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Transposição: Ex-presidente da AESA afirma que a Paraíba pode sofrer com o El Niño em 2019

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O ex-presidente da AESA – Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba, Moacir Rodrigues, disse hoje de sua “grande preocupação com atraso na conclusão das obras nos Açudes de Camalaú e Poções e a possibilidade da volta do El Niño em 2019, castigando a Paraíba com uma nova seca, provocando perigo para o abastecimento animal e humano, além de prejuízos graves na agricultura”.

Moacir cobra do Governo Federal providências urgentes para a conclusão desses trabalhos que vem se arrastando desde o mês de abril, com a suspensão do abastecimento através da Transposição do Rio São Francisco, e a baixa considerável nas águas de Boqueirão, além da possibilidade da volta do racionamento de água que pode prejudicar além de Campina Grande, mais 19 municípios do Compartimento da Borborema.

El Niño

Conforme o portal noticiasagricolas.com.br , “aumentam para 70% chances de El Niño no fim de 2018 e início de 2019”. Conforme o Centro de Previsão Climática do NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) dos Estados Unidos elevou para 70% as chances de ocorrência do fenômeno climático El Niño entre o final de 2018 e início de 2019. O período corresponderia ao outono e inverno no hemisfério Norte e primavera e verão no hemisfério Sul”.

“O ENSO-neutral [período em que nem o El Niño e nem La Niña estão em atividade] é favorecido no Hemisfério Norte no verão de 2018, com a chance de o El Niño ocorrer aumentam para cerca de 65% durante o outono e para cerca de 70% durante o inverno de 2018/19 [no hemisfério Norte], disse o Centro em sua previsão mensal.

De acordo com o site “a atuação do fenômeno tende a deixar o inverno mais frio e tempestuoso em todo o sul dos Estados Unidos, chuvoso na Califórnia e mais quente no Noroeste do Pacífico e no Norte das Montanhas Rochosas. Na América do Sul, o Brasil pode ficar mais seco em algumas áreas, principalmente no Centro-Norte e mais úmido no Sul, enquanto que a Argentina pode ter mais chuvas”.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas da superfície do oceano pacífico e a atmosfera reage. De acordo com informações da agência de notícias Bloomberg, o fenômeno climático costuma causar impactos consideráveis nos mercados financeiros e de commodities.

“As condições agora são favoráveis para o surgimento do Niño em algum momento dos próximos seis meses”, disse Michelle L’Heureux, consultora do Climate Prediction Center, para a Bloomberg. “A observação depende dessa palavra, ‘favorável’. Estamos um pouco acima do limite que queremos ver para emitir um alerta.” Em 2015, um grande evento de El Niño prejudicou as produções de cacau, chá e café em toda a Ásia e África, além de favorecer incêndios florestais em Singapura e inaugurou o inverno mais quente já registrado nos Estados Unidos, sufocando a demanda de gás natural no país. No mês passado, o Centro de Previsão Climática havia estimado as chances de o El Niño se instalar em 50% durante o outono e 65% durante o inverno [no hemisfério Norte].

Fonte: Ascom

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