“Eu não suporto mais sentir dor”, lamenta.
Para diminuir essa espera, um projeto de lei aprovado no Senado estabelece prazo máximo de 60 dias, a partir do diagnóstico, para o início do tratamento pelo SUS – seja cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Agora, precisa ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff.
Para os médicos, a medida é fundamental para garantir melhor atendimento na rede pública.
Assim como o diagnóstico precoce do câncer, a rapidez no início do tratamento também pode ser determinante para a recuperação do paciente.
“O tempo não trabalha a nosso favor. Quanto mais a gente demorar para iniciar o tratamento, menor será a chance de estar resolvendo ou paliando aquela doença”, afirma o oncologista Roberto de Almeida Gil.
O tempo médio de espera para sessões quimioterapia pelo SUS é de 76 dias. Para radioterapia, a demora é ainda maior: 113 dias. Os dados foram levantados em uma auditoria do Tribunal de Contas da União para avaliar a qualidade do atendimento prestado pela rede pública.
Patrícia sofre com a dor provocada pela doença, mas o descaso com a saúde pública também dói. “Eu esperava que o SUS tivesse me operado quando eu descobri a doença. Sempre fui uma mulher ativa, limpa, caprichosa, e nem uma xícara ou um copo que eu bebo água eu consigo lavar. Não dou um banho no meu filho”, conta.
Bom Dia Brasil




























