Cadeia produtiva do caju gera 300 mil empregos

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    Com uma geração de mais de 300 mil empregos na região Nordeste, a cadeia produtiva do caju tem merecido atenção especial da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf): foram cerca de R$ 16 milhões investidos no Arranjo Produtivo Local (APL) do caju nos últimos anos, mais R$ 4 milhões até o final de 2012. “Em época de grande produção, a gente consegue uma renda mensal de até R$ 900. Dá pra sobreviver”, conta Nivaldo da Rocha Ferreira, morador de Picos (PI), que trabalha, desde 1998, como enxertador e selecionador em um viveiro de mudas de caju.

    A estruturação dessa atividade produtiva vem sendo promovida, como alternativa de inclusão econômica e social, numa parceria entre o Ministério da Integração Nacional (MI), o governo do Piauí, outros órgãos públicos e a iniciativa privada. “Antes a vida era difícil. Hoje, tenho casa própria graças a esse trabalho”, diz Ferreira. A atividade é a principal fonte de sustento da sua família. Além dele, mais três irmãos trabalham na produção e plantio de mudas.

    “O Piauí ocupa o segundo lugar na cajucultura no Brasil, com cerca de 180 mil hectares de cajueiros plantados. São cerca de 55 municípios em que predomina a cultura do caju, onde centenas de famílias se beneficiam dessa atividade”, afirma Aurino Antônio Nunes Guimarães, produtor e presidente da Câmara Setorial da Cajucultura do Estado do Piauí.

    Indústria – A grande variedade de formas de aproveitamento do caju confere à cajucultura um destaque na economia do Piauí. No estado, especialmente na microrregião de Picos (a 310 km de Teresina), a atividade é a principal responsável pela geração de emprego e renda, seja por meio do plantio, colheita e processamento da polpa (pedúnculo) para produção de sucos, além do beneficiamento da castanha (verdadeiro fruto).
    Como a maioria das plantações de cajueiro comum (gigante) encontra-se na fase final de seu ciclo de produção, a cultura tradicional vem dando lugar à produção de mudas de cajueiro anão precoce. Essa atividade está em expansão e tem obtido resultados muito positivos, devido a maior resistência de variedades à seca. Além de melhorar a produtividade, a produção de mudas de cajueiro tem gerado novas frentes de trabalho.

    Cooperativa – A Cocajupi é um bom exemplo do potencial da cajucultura para geração de emprego na região. Atualmente, a entidade conta com 450 cooperados, correspondendo a quase duas mil pessoas beneficiadas, num raio de atuação que envolve nove municípios (Francisco Santos, Monsenhor Hipólito, Campo Grande, Vila Nova, Jaicós, Ipiranga, Altos, Itainópolis e Pio IX). “O produtor cooperado traz a castanha já pré-selecionada”, descreve Luiz Eduardo, gerente da Cocajupi. A Cooperativa faz a identificação, pesagem e revisão por amostragem para verificar se o produto está dentro dos padrões de classificação. Depois é feita a torrefação, embalagem e venda do produto.

    Os produtores cooperados reconhecem a importância do trabalho conjunto. “Se não fosse a Cooperativa, estaríamos vendendo para atravessadores, o que não é vantagem pra gente”, explica Luiz José da Silva, produtor de caju e presidente da Cooperativa Mista Agroindustrial de Francisco Santos. A união de esforços tem gerado bons frutos. Atualmente, a entidade reúne 20 produtores, cuja renda mensal, em época de safra, chega a aproximadamente R$ 900 por mês. “Sou cooperado há mais de 10 anos”, conta o produtor. Além dele, todos os adultos da sua família trabalham com caju.

    No caso da bacia do Parnaíba, especificamente no Piauí, a Codevasf conta com experiências exitosas no apoio a cultura do caju, como: a oferta de cursos sobre as tecnologias para a cajucultura; seleção, cadastramento, fornecimento de mudas e acompanhamento do produtor; estruturação agroindustrial da cadeia, por meio da construção de unidades de conservação e beneficiamento do pseudofruto.

    Secom.gov.br

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