O Instituto de Saúde Elpídio de Almeida – Isea, iniciou neste mês de março o período de imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório. O VSR atinge principalmente bebês prematuros ou crianças portadoras de doenças cardíacas congênitas e de displasia broncopulmonar (BCP).
O período sazonal de imunização deve seguir de março até julho, por ser a época chuvosa, quando geralmente as crianças enfrentam mais problemas respiratórios. A imunização é feita uma vez por mês, através da aplicação de um anticorpo no músculo, sendo cinco doses no período de maior risco de infecção. No Nordeste, as crianças ficam mais vulneráveis ao problema nas estações do outono e do inverno.
No país, o vírus é responsável pela hospitalização de 66,7% dos recém-nascidos com problemas respiratórios graves. As conseqüências mais comuns causadas pela presença do vírus no corpo humano são bronquiolite e pneumonia, mas o vírus pode ocasionar também um chiado capaz de acompanhar a criança até o início da adolescência. O VSR pode ainda duplicar o tempo de internação do paciente na unidade de tratamento intensivo devido a problemas respiratórios.
“Ele tem o mesmo perfil da gripe. É sazonal e se faz passar por um resfriado simples e, por isso, é tão perigoso para os bebês que estão na faixa de pacientes de risco para a doença.”, disse a diretora do Isea, Marta Albuquerque. O público-alvo são bebês prematuros (até 1 ano) ou aqueles com problemas cardíacos e doença pulmonar crônica (até dois anos).
De acordo com a Coordenação de Imunização do município, anteriormente a proteção somente era garantida através da Justiça, mas atualmente, a Portaria 522/2013 do Ministério Público, assegura que os pais de bebês que necessitem ser imunizados solicitem a aplicação do anticorpo. “Qualquer pai, tendo a requisição do médico, basta ir até o Isea para dar início a um rápido processo a fim de administrar a imunização no paciente.”, destacou a coordenadora, Miralva Cruz.
O Isea foi escolhido para receber as imunizações em Campina Grande porque possui uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. A secretária de saúde de Campina Grande, Luzia Pinto, explicou que está em fase de construção uma nova UTI Neonatal na unidade. “Em dois anos, a maternidade ganhou 39 leitos, Casa da Gestante e a UTI Obstétrica. Estamos construindo a nova UTI, ampliando a recepção e o Banco de Leite Humano, criando nova enfermaria e Casa de Parto Normal.”, relatou.
O Isea já está operando a incubadora de transporte e o respirador manual, que foram instalados no fim de 2014 na unidade. A incubadora auxilia na retirada da sala do parto e transporte até uma UTI ou outra incubadora dos recém-nascidos e prematuros de alto risco, com baixo peso ou graves enfermidades. “O respirador manual é utilizado para ventilar o recém-nascido e evitar, por exemplo, uma crise de hipotermia ao sair do ventre da mãe. “O local também já utiliza o ressuscitador infantil e esses equipamentos são essenciais para diminuir os índices de mortalidade infantil”, explicou Marta Albuquerque.
Fonte: Codecom



























