Sem SUS: Gastos R$ 6,7 milhões com políticos

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    As despesas com atendimento médico de parlamentares somaram R$ 6,7 milhões no ano passado. Esse dinheiro foi usado para reembolsar senadores, deputados e ex-parlamentares pelos gastos que eles declararam com consultas médicas, exames, tratamentos ou cirurgias.Como o plano de saúde é vitalício, o Congresso também é responsável por pagar as despesas de ex-senadores, ex-deputados e, em alguns casos, de seus familiares.Somente no Senado, foram gastos R$ 5,3 milhões: R$ 3,4 milhões para ressarcir parlamentares que estão exercendo o mandato e mais R$ 1,9 milhão para pagar as despesas de saúde de 107 ex-senadores que solicitaram reembolso.

    O Senado paga pelo atendimento médico dos parlamentares para sempre, mesmo se o senador não for reeleito e deixar a Casa. E não há nenhuma contrapartida. Todos os serviços são totalmente reembolsados, tanto dos senadores como de seus familiares.

    Não existe uma empresa específica que presta os serviços médicos para o Senado. Os parlamentares podem escolher onde querem ser atendidos e depois pedir o ressarcimento das despesas.

    Se o parlamentar precisar de atendimento, ele pode escolher o médico de sua preferência, em qualquer lugar do País, e arcar com os custos. Depois, encaminha o recibo ao Senado, para receber o dinheiro que gastou.

    Os suplentes também têm direito ao benefício, desde que eles tenham assumido por pelo menos seis meses o mandato como titular. A partir de então, ele passa a ter direito de usar o plano de saúde para o resto da vida.

    O plano é vetado somente se o ex-senador estiver ocupando outro cargo público, ou vinculado a outro sistema de previdência social.

    Os senadores em exercício de mandato não têm limite de gastos com serviços de saúde. Já os ex-senadores podem pedir o reembolso de, no máximo, R$ 32.958,12 por ano com tratamento médico, odontológico e psicológico. O saldo não utilizado fica acumulado por até três anos.

    O tratamento médico pode ser realizado até no exterior, se uma Comissão Diretora autorizar a despesa previamente ou se o senador estiver em viagem oficial fora do Brasil e precisar de algum atendimento.

    Além do(a) companheiro(a) e dos filhos do senador, enteados e pais que sejam dependentes econômicos do parlamentar podem ser incluídos no plano vitalício.

    Todas essas despesas não estão disponíveis no Portal da Transparência do Senado. Isso quer dizer que a população que elege os senadores não pode monitorar quanto os parlamentares estão pedindo de reembolso por tratamento de saúde nem checar os recibos apresentados por eles para receber o dinheiro.

    O Senado informou que está analisando se a divulgação dessas informações individualizadas de cada senador e ex-senador não fere o direito de proteção à intimidade, à vida privada e à honra dos cidadãos.

    R7

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