O ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) negou ontem à noite, durante entrevista concedida ao programa Bastidores, apresentado pelo Padre Albeni Galdino na TV Master, a informação veiculada por setores da imprensa segundo as quais ele teria se reunido recentemente com alguns vereadores campinenses de oposição a quem teria solicitado o pagamento de um valor correspondente a R$ 1 mil mensais para ajudar a custear sua atividade política já que está sem mandato:
– Não tenho essa prática porque isso me colocaria na sarjeta. Até mesmo a pulsilanimidade subvencionada de quem divulgou isso deveria ter limites! Deploro este tipo de comportamento. Isso foi uma calúnia!
Veneziano ainda comentou a especulada saída do ex-senador Wilson Santiago do PMDB e o fato dele ter se declarado excluído da composição da chapa para as eleições do ano que vem desde que Vital Filho anunciou que sua chapa não seria puro-sangue, mas aberta à composição com outras agremiações políticas:
– Há muitos assuntos mais importantes dos quais tratar e esse não merece ser esticado. Se Santiago não se sente mais à vontade no PMDB, ele tem toda liberdade para buscar novos espaços. O que não podemos é deixar que se criem desculpas ou pretextos. Eu não sou obsessivo pela disputa ao Governo e digo que não existe chapa fechada para 2014. Eu jamais poderia dizer qual é a chapa hoje porque ainda falta muito tempo para definir os candidatos. Vital Filho disse que a presença do PMDB seja conjugada à de outras legendas. Isso é comum que quem quer ganhar a eleição.
Em outro momento, Veneziano admitiu que, apesar de ter anunciado sua pré-candidatura ao Governo, essa não seria uma questão fechada:
– Sou candidato ao Governo. Chegando em 2014, se não houver viabilidade, não terei problema em me colocar como apoiador de outro nome.
Finalmente, ele foi instigado a comentar as adesões de prefeitos que o governador Ricardo Coutinho tem recebido nos últimos dias e insinuou que as promessas de apoio dos gestores podem não ser reais:
– Sugiro que eles [os prefeitos] assumam esses convênios. Uma coisa é celebrar convênio hoje e outra é apoiar em 2014. Sei como é ter poucos recursos e ter muitas demandas da população para atender. Eles [os prefeitos] devem fazer os convênios. Não vou pedir que o prefeito recuse: ele deve pegar o dinheiro, sim!
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