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Coronavírus: especialistas alertam para risco de difusão no Carnaval

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Especialistas alertam para risco de disseminação do coronavírus no Carnaval brasileiro, tendo em vista que não é possível saber se os turistas que estarão na cidade podem ter vindo de áreas infectadas. Na China, sopas exóticas preparadas com morcegos e carne de cobra estão sob suspeita de serem a causa da contaminação pelo vírus. Ontem, no entanto, o Ministério da Saúde descartou os cincos casos suspeitos de coronavírus no Brasil.

VALE ESTEO vírus é transmitido de pessoa para pessoa, através de partículas infectadas na tosse e espirro. O biomédico e professor do centro universitário IBMR, Raphael Rangel, atenta para o Carnaval, época que o Brasil recebe muitos estrangeiros nas grandes cidades. “É importante ficar de olho por causa do Carnaval, que pode ser um grande difusor do coronavírus pela grande aglomeração de pessoas”.

O Brasil ainda não implementou medidas profilácticas nos aeroportos para analisar turistas que podem desembarcar com sintomas do vírus. Já os brasileiros com viagem marcada para países com suspeitas de contaminação, podem adotar as dicas da infografia ao lado. Segundo biomédico Raphael, é recomendável que higienizem bem as mãos e fiquem atentos as medidas profilácticas adotadas por cada local. “A higienização é muito importante, lave bem as mãos, use álcool em gel e evite lugares fechados, como metrôs e trens. Se algum caso for confirmado, use máscara”, aconselha.

OMS: “É cedo para emergência”

Representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmaram que ainda é cedo para declarar emergência mundial de saúde pública. A entidade também informou que não há recomendação para que os turistas deixem de visitar os países infectados.

Segundo a OMS, os órgão competentes já estão trabalhando para ter avanços no diagnóstico da doença, tratamento e criação de vacinas para o coronavírus.

A OMS informou que percebeu que várias mortes relacionadas ao coronavírus foram de pacientes com condições preexistentes, como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, que enfraqueceram seus sistemas imunológicos.

Além da China, até ontem foram registrados casos nos Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan, Coreia do Sul, Vietnã, Singapura e Arábia Saudita.

Na China, havia registro em pelo menos 14 regiões: Liaoning, Tianjin, Shandong, Pequim, Hubei, Chongquing, Sichuan, Hunan, Yunnan, Macau, Guangdong, Jiangxi, Zheijang e Wuhan.

*Estagiária sob supervisão de Max Leone

Região isolada e festa cancelada

A região de Wuhan, considerada o epicentro da epidemia, está isolada em quarentena para não propagar o surto para outros locais. Os moradores foram orientados a não sair de suas residências.

A prefeitura de Pequim cancelou o Ano Novo chinês, maior festa do país, que começaria amanhã e aconteceria durante uma semana. A medida foi tomada como proteção, já que o feriado e as celebrações atraem, além da população chinesa, muitos visitantes. A Cidade Proibida também foi interditada para turistas, com intuito de evitar o contágio. Na China, o novo vírus da família corona, conhecido como 2019-nCoV, já matou 18 e infectou mais de 600 pessoas.

Os primeiros casos da doença, do sistema respiratório, foram registrados no final de dezembro do ano passado. Os sintomas incluem dificuldade para respirar, febre alta, tosse e lesões pulmonares.

Fonte: O Dia por Letícia Moura

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